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Centro de Referência da Setasc atende mulheres vítimas de violência durante isolamento

Mato Grosso, no primeiro trimestre de 2020, apresentou aumento no número de feminicídios, em relação ao mesmo período de 2019
Quéren-Hapuque | Setasc/MT

- Foto por: Jana Pessôa/Setasc-MT
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O índice de violência contra a mulher tem aumentado no período de isolamento social. Em Mato Grosso, o Centro Estadual de Referência em Direitos Humanos (CRDH), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), tem atuado como mecanismo de defesa e combate a todo tipo de violação de direito, entre eles o da mulher.

O CRDH funciona com uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais das áreas de psicologia, assistência social e jurídica. No local, os profissionais realizam serviços de acolhimento, acompanhamento e encaminhamento às vítimas de algum tipo de violência física, moral, psicológica, patrimonial ou sexual. A intenção é proporcionar bem-estar, proteção, informação e elevar a autoestima das vítimas.

A secretária adjunta de Direitos Humanos da Setasc, Salete Morockoski, explica que o aumento de casos de violência com o público feminino reflete o cenário de isolamento que estamos vivendo, onde a permanência da mulher no ambiente doméstico é constante.

“Percebemos o quão importante é o atendimento a essas vítimas. Por este motivo, estamos de portas abertas com equipe técnica capacitada no intuito de prevenir e combater a violência de gênero e outros, durante a pandemia”.

Dados da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) confirmam o cenário de violência contra as mulheres. Mato Grosso apresentou aumento no número de feminicídios. São 17 casos registrados entre janeiro e março deste ano, contra 11 no mesmo período do ano anterior.

O feminicídio é o homicídio praticado contra mulheres em função de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. Os casos deste ano ocorreram em municípios do interior de Mato Grosso. Cuiabá e Várzea Grande não apresentaram registros nos três primeiros meses.

Já os crimes de injúria, estupro e importunação sexual entre outros, em Cuiabá, aumentaram 23%, 27% e 20%, respectivamente. Ao todo, foram 2.710 casos, de janeiro a março de 2020 e 2.632 no mesmo período de 2019. O total de ocorrências envolveu vítimas femininas de 18 a 59 anos de idade.

Em Várzea Grande, de janeiro a março de 2020, teve 1.180 registros, três a menos que o mesmo período de 2019, com 1.183. Outros crimes que tiveram aumento no mesmo período foram de importunação sexual, que passou de 4 casos, no ano passado, para 5, e crimes de lesão corporal, que subiram de 207 para 224 registros.

Denúncia

O CRDH fica localizado na Rua General Valle, 567, bairro Bandeirante, em Cuiabá. O atendimento neste período de pandemia é de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 13h30.  O número disponível é (65) 98462-6876.

Para notificações formais de denúncias, as mulheres vítimas de violência também podem recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que se configura como principal canal de denúncia.

Na capital, os canais de disque-denúncia estão funcionando normalmente neste período de quarentena: 190, 197, 180 e 181. Além disso, as delegacias (PJC-MT) também estão atendendo normalmente, assim como a Patrulha Maria da Penha (PM-MT).

Interior

O município de Cáceres (219 km de Cuiabá) também conta com o Centro de Referência em Direitos Humanos que realiza os serviços de acolhimento, recebimento de denúncias e encaminhamentos. A sede da instituição fica localizada na Rua dos Tuiuius nº 256 A, bairro Vila Mariana. O atendimento é das 07h30 às 13h30. Contato via telefone (65) 3223-0375 ou Whatsapp no (65) 98429-1939.